Thursday, 4 December 2008
Saturday, 29 November 2008
sentir o mar ... em nós
tudo tão fora do meu mundo
mas também o deslumbramento da não pertença
e o jogo da distância distorcido por cumplicidades fortuitas
olhares que se cruzam e aproximam, forjados em identidades aparentes de quem vive o mesmo nonsense
O que se deseja aqui também se deseja quando anulados os milhares de km de distância?
proibições, aqui como ali
Thursday, 27 November 2008
Friday, 21 November 2008
lost (?!) in translation ...
Sunday, 16 November 2008
Wednesday, 12 November 2008
há quanto tempo
Friday, 31 October 2008
Hoje é Dia das Bruxas....

Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.
Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro).
Símbolos e Tradições
símbolos comuns: fantasmas, bruxas, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.
Tradição: As crianças participam na festa, usam fantasias assustadoras e batem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura”. Terminam a noite do 31 de outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.
Wednesday, 29 October 2008
Por todas as janelas destruídas, já o mar entrou,
derrubando acácias,
Chamar-te a ti, Lisboa, camarada,
(este e outros poemas, cantados por Carlos Mendes, são, de facto, a única e verdadeira razão porque persisto em manter um gira-discos que nunca uso)
Saturday, 11 October 2008
Friday, 10 October 2008
APRENDI...
Saturday, 4 October 2008
então que tal?!
Quando se perguntava à minha Avó como é que ela estava, sistematicamente era desfiado o rosário das queixas. Desde os bicos de papagaio até à solidão da viuvez, tudo era exposto com um ar (a condizer) de profundo pesar, que tinha um estranho eco na expressão de atónita consternação do quase interlocutor (quase pois na realidade não chegava a ser, era apenas um ouvinte), que rapidamente se tentava escapar esmagado por tanta desgraça.
Quando, algures no tempo (numa época em que ainda não lhe chegava ao ombro), ouvi perguntar à minha Mãe como ela estava, constatei surpreendida (ao tempo achava que as mães sabiam tudo) que também ela falou de gripes e anginas. Puxei-lhe pela ponta do casaco e disse-lhe um segredo: "Mãe, a senhora apenas quer ouvir que estamos todos bem obrigada".
Tudo na vida passou a estar sempre bem, ao ponto de me ter enganado num velório e em vez do tradicional "os meus sentimentos" ter dito "os meus parabéns". Confesso que o pânico do engano apenas foi diminuido pela resposta mecânica, idêntica a todas as anteriores, "muito obrigado pelo seu apoio".
Anos de postais sempre com as mesmas saudades, de derrotas com meio sorriso (sem lágrimas, porque um líder não chora) e vitórias contidas sem risos (nobres, no dizer de alguns, para não incomodar publicamente o adversário) quase pedindo desculpa por estar em primeiro.
"Estás boa?"
sim
"nós por cá todos bem"
(post incial da versão original do nós por cá todos bem, com a knock knock, a ilusões e a guest)
Friday, 8 August 2008
Friday, 1 August 2008
"O empalhado"... antes estivesse...
“A Onda Gigante”
Rui Tavares, Público, 1 Agosto 2008
O Presidente da República tem uma coisa a dizer aos portugueses. O Presidente da República não diz de que se trata. O Presidente da República vai falar da crise. O Presidente. Da República! Vai falar. Aos portugueses. Sobre um tema. Desconhecido. O Presidente da República está doente! O Presidente da República vai resignar. O Presidente da República vai dissolver Portugal. O Presidente da República vai demitir o governo!
E por que demitiria o Presidente da República o governo? “Tal como Sampaio em 2004”, suspirava Helena Matos num blogue, que demitiu Santana Lopes por causa de um Ministro da Juventude, não poderia Cavaco demitir Sócrates por causa, sei lá, do director do Teatro Nacional? Hein? Qualquer coisa?
Afinal o Presidente da República falou sobre o Estatuto Político-Administrativo dos Açores. Assunto sério, que ainda agora saiu do Tribunal Constitucional e vai voltar à Assembleia da República. Além das inconstitucionalidades, o Estatuto tem inovações de que Cavaco não gosta. Pelas suas explicações, estou com ele. Mas então porque não o vetou logo à primeira? E que tal ter anunciado: “o Presidente da República vai falar logo à noite sobre os Açores”? Custava muito?
Manuela Ferreira Leite interrompe o que estava a fazer (em Cantanhede) para uma declaração em cima da hora. Pormenor: o PSD votou unanimemente o Estatuto dos Açores. A líder da oposição tenta desenvencilhar-se antes que se note muito a sua cara de que-estou-eu-para-aqui-a-fazer.
Algures num café, alguém pergunta: olha lá, e aquele ano em que havia uma Onda Gigante nas praias do Algarve que afinal não era onda nenhuma? Cavaco Silva acabara de dar o seu contributo para o Verão de 2008.



























