Friday, 10 October 2008
APRENDI...
Saturday, 4 October 2008
então que tal?!
Quando se perguntava à minha Avó como é que ela estava, sistematicamente era desfiado o rosário das queixas. Desde os bicos de papagaio até à solidão da viuvez, tudo era exposto com um ar (a condizer) de profundo pesar, que tinha um estranho eco na expressão de atónita consternação do quase interlocutor (quase pois na realidade não chegava a ser, era apenas um ouvinte), que rapidamente se tentava escapar esmagado por tanta desgraça.
Quando, algures no tempo (numa época em que ainda não lhe chegava ao ombro), ouvi perguntar à minha Mãe como ela estava, constatei surpreendida (ao tempo achava que as mães sabiam tudo) que também ela falou de gripes e anginas. Puxei-lhe pela ponta do casaco e disse-lhe um segredo: "Mãe, a senhora apenas quer ouvir que estamos todos bem obrigada".
Tudo na vida passou a estar sempre bem, ao ponto de me ter enganado num velório e em vez do tradicional "os meus sentimentos" ter dito "os meus parabéns". Confesso que o pânico do engano apenas foi diminuido pela resposta mecânica, idêntica a todas as anteriores, "muito obrigado pelo seu apoio".
Anos de postais sempre com as mesmas saudades, de derrotas com meio sorriso (sem lágrimas, porque um líder não chora) e vitórias contidas sem risos (nobres, no dizer de alguns, para não incomodar publicamente o adversário) quase pedindo desculpa por estar em primeiro.
"Estás boa?"
sim
"nós por cá todos bem"
(post incial da versão original do nós por cá todos bem, com a knock knock, a ilusões e a guest)
Friday, 8 August 2008
Friday, 1 August 2008
"O empalhado"... antes estivesse...
“A Onda Gigante”
Rui Tavares, Público, 1 Agosto 2008
O Presidente da República tem uma coisa a dizer aos portugueses. O Presidente da República não diz de que se trata. O Presidente da República vai falar da crise. O Presidente. Da República! Vai falar. Aos portugueses. Sobre um tema. Desconhecido. O Presidente da República está doente! O Presidente da República vai resignar. O Presidente da República vai dissolver Portugal. O Presidente da República vai demitir o governo!
E por que demitiria o Presidente da República o governo? “Tal como Sampaio em 2004”, suspirava Helena Matos num blogue, que demitiu Santana Lopes por causa de um Ministro da Juventude, não poderia Cavaco demitir Sócrates por causa, sei lá, do director do Teatro Nacional? Hein? Qualquer coisa?
Afinal o Presidente da República falou sobre o Estatuto Político-Administrativo dos Açores. Assunto sério, que ainda agora saiu do Tribunal Constitucional e vai voltar à Assembleia da República. Além das inconstitucionalidades, o Estatuto tem inovações de que Cavaco não gosta. Pelas suas explicações, estou com ele. Mas então porque não o vetou logo à primeira? E que tal ter anunciado: “o Presidente da República vai falar logo à noite sobre os Açores”? Custava muito?
Manuela Ferreira Leite interrompe o que estava a fazer (em Cantanhede) para uma declaração em cima da hora. Pormenor: o PSD votou unanimemente o Estatuto dos Açores. A líder da oposição tenta desenvencilhar-se antes que se note muito a sua cara de que-estou-eu-para-aqui-a-fazer.
Algures num café, alguém pergunta: olha lá, e aquele ano em que havia uma Onda Gigante nas praias do Algarve que afinal não era onda nenhuma? Cavaco Silva acabara de dar o seu contributo para o Verão de 2008.
Sunday, 29 June 2008
Saturday, 21 June 2008
Wednesday, 14 May 2008
Friday, 21 March 2008
Saturday, 8 March 2008
Thursday, 21 February 2008
gajos!
Thursday, 14 February 2008
O Velho, o Rapaz e o Burro ...
- Já viram que bobos? Andando a pé, quando deviam montar no burro?
O fazendeiro, então, ordenou ao filho:
- Monte no burro, pois não devemos parecer ridículos.
O filho assim o fez. Daí a pouco, passaram por uma aldeia. À porta de uma estalagem estavam uns velhos que comentaram:
- Ali vai um exemplo da geração moderna: o rapaz, muito bem refastelado no animal, enquanto o velho pai caminha, com suas pernas fatigadas.
- Talvez eles tenham razão, meu filho, disse o pai. Ficaria melhor se eu montasse e você fosse a pé.
Trocaram então as posições.
Alguns quilometros adiante, encontraram camponesas passeando, as quais disseram:
-A crueldade de alguns pais para com os filhos é tremenda! Aquele preguiçoso, muito bem instalado no burro, enquanto o pobre filho gasta as pernas.
- Suba na garupa, meu filho. Não quero parecer cruel, pediu o pai.
Assim, ambos montados no burro, entraram no mercado da cidade.
- Oh!! Gritaram outros fazendeiros que se encontravam lá. Pobre burro, maltratado, carregando uma dupla carga! Não se trata um animal desta maneira. Os dois precisavam ser presos. Deviam carregar o burro às costas, em vez de este carregá-los.
O fazendeiro e o filho saltaram do animal e carregaram-no. Quando atravessavam uma ponte, o burro, que não estava se sentindo confortável, começou a escoicear com tanta energia que os dois caíram na água."
(Quem a todos quer ouvir, de ninguém é ouvido)
Friday, 8 February 2008
é agora !!! ...
upssss.... cadê ela?!!!...
não perderei!!!
já prá depilação!!! ...
(publicado inicialmente em cultura de proximidade)
Wednesday, 6 February 2008
Friday, 1 February 2008
se calhar ...
estamos bem uns prós outros!
uns fazem outros pagam ...
(publicado inicialmente em cultura de proximidade)



















